A conclusão do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra Eduardo Bolsonaro pela Polícia Federal resultou em uma recomendação ao Ministério da Justiça para a demissão do ex-deputado do cargo de escrivão. O caso foi encaminhado à análise do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, que terá a responsabilidade de decidir sobre a permanência ou não do servidor na corporação.

A Polícia Federal, órgão vinculado diretamente ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, faz parte da estrutura do governo federal. Eduardo Bolsonaro se mudou para os Estados Unidos no início de 2025, alegando buscar proteção contra supostas perseguições políticas no Brasil. Devido à sua ausência prolongada e sem justificativas, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu cassar seu mandato em dezembro de 2025, após constatar o elevado número de faltas.

Após perder o cargo, ele foi notificado para retornar ao serviço público, o que levou a PF a abrir, em fevereiro de 2026, um PAD para apurar o abandono de seu posto. Em junho do mesmo ano, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou por unanimidade por coação no curso do processo, considerando que ele tinha agido no exterior para tentar influenciar ações judiciais no Brasil.

Recentemente, o governo do ex-presidente americano Donald Trump concedeu a Eduardo Bolsonaro um green card, permitindo que ele resida e trabalhe de forma permanente nos Estados Unidos. Desde 2025, o ex-parlamentar reside fora do Brasil.