Romeu Zema, candidato do Novo à presidência da República, fez críticas à “politicagem” que, segundo ele, permeia as empresas estatais e defendeu a privatização total do setor energético, incluindo a Petrobras, propondo sua transformação em uma “corporation”. O pré-candidato visitou a sede do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) na manhã desta terça-feira (21), no Centro do Rio de Janeiro.

Zema sugeriu que a União poderia ser uma acionista sem poder de decisão, apenas recebendo dividendos, e ressaltou que uma Petrobras mais lucrativa traria benefícios fiscais ao governo. “Transformar a Petrobras em uma corporation é o caminho. Uma empresa mais rentável significará mais impostos e contribuições para a União”, declarou.

Ele argumentou que a privatização poderia otimizar a eficiência da empresa e permitir que os gestores públicos se concentrassem em outras áreas essenciais. “O Estado tem uma enorme responsabilidade em segurança pública, saúde, infraestrutura e educação. Infelizmente, muitos políticos se envolvem na gestão de estatais para criar empregos ou direcionar contratos, ao invés de realmente melhorar a vida das pessoas. Eu sou completamente a favor da privatização de tudo. Não existem áreas que não possam ser privatizadas”, afirmou Zema após a reunião.

Sobre a manutenção da soberania energética e a proteção do mercado interno em situações de crises internacionais, ele usou o setor alimentício como exemplo. “O Brasil é o maior produtor de alimentos do planeta, e não vejo a Alimentobras atuando na produção de arroz, feijão ou milho. Esse setor é gerido por empresas privadas e opera com grande eficiência, contribuindo significativamente para nossas exportações. Isso é mais um argumento a favor da privatização”, destacou.

Zema também mencionou que a oficialização de sua candidatura ocorrerá no dia 27, mas ainda não definiu quem será seu vice. Ele negou ter feito qualquer oferta de cargo a Michele Bolsonaro, esclarecendo que a escolha de nomes para a vice-presidência ainda está em aberto. “Não mencionei o nome dela. Quando perguntado sobre um vice, disse que ainda não tinha um nome definido, e o jornalista citou o dela. Apenas comentei que poderia ser uma possibilidade, mas não houve convite formal”, concluiu.