O sargento-mor Mohamed Mahudhee faleceu durante uma operação de resgate de turistas italianos em um atol nas Maldivas. A informação foi divulgada pelo presidente do país, Mohammed Muizzu, que expressou seu pesar pela perda do mergulhador. Em uma mensagem nas redes sociais, ele ressaltou a tristeza que a morte de Mahudhee trazia para todos os cidadãos, desejando que ele recebesse o status de mártir e encontrasse descanso na misericórdia divina.

De acordo com o porta-voz do governo, Mohamed Hussain Shareef, a equipe de resgate percebeu a ausência de Mahudhee logo após emergir do mergulho. Ao retornarem para a água, encontraram-no inconsciente, e a causa da morte foi atribuída à doença da descompressão, uma condição que ocorre quando mergulhadores sobem à superfície rapidamente demais, não permitindo que o corpo se ajuste às mudanças de pressão. A missão de resgate era considerada arriscada, dada a profundidade e a complexidade do local.

Mohamed Mahudhee, de 44 anos, era membro da Guarda Costeira das Maldivas, um país composto por ilhas e atóis no Oceano Índico. Reconhecido por sua vasta experiência, ele já havia realizado mergulhos de até 70 metros e era um dos líderes da operação de resgate. O ministro do Interior, Ali Ihusan, que havia treinado com Mahudhee, destacou suas habilidades como um dos mergulhadores mais experientes do país, com um currículo que incluía milhares de mergulhos e várias expedições desafiadoras.

Ihusen também comentou sobre o perigo inerente ao trabalho dos mergulhadores de busca e salvamento, que muitas vezes operam em condições extremas. "Seu verdadeiro trabalho começa quando as condições são as piores e o perigo é iminente", afirmou, enfatizando a coragem dos mergulhadores que arriscam suas vidas para proteger os outros.

A morte de cinco italianos em um acidente de mergulho na última quinta-feira (14) foi considerada a mais grave já registrada nas Maldivas, com apenas um corpo recuperado até o momento. O governo local iniciou uma operação de busca pelos outros quatro desaparecidos, mas as atividades foram suspensas devido ao mau tempo. As autoridades descreveram a operação como de "alto risco", uma vez que as áreas de mergulho são difíceis de acessar e podem ser perigosas, mesmo para mergulhadores experientes.

Acredita-se que os turistas tenham falecido enquanto exploravam cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade no Atol de Vaavu, uma região onde a profundidade máxima recomendada para mergulho recreativo é de aproximadamente 30 metros. Os atóis, formados por ilhas e recifes de coral, cercam lagoas centrais e são uma característica geológica típica da região, oferecendo uma rica biodiversidade marinha. A área em questão, próxima à ilha de Alimatha, é conhecida por seus pontos de mergulho voltados para a observação da vida marinha.