Participação da sociedade civil fortalece a construção de políticas públicas voltadas às mulheres no município

A Prefeitura de Franco da Rocha realizou, no último sábado (9), a eleição do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), reunindo representantes da sociedade civil comprometidas com a defesa, promoção e fortalecimento das políticas públicas para as mulheres no município. A votação aconteceu no auditório do Paço Municipal do Juquery e contou com ampla participação das moradoras da cidade, totalizando 283 mulheres votantes.

O Conselho tem como objetivo ampliar o diálogo entre o poder público e a sociedade civil, contribuindo para a formulação, acompanhamento e fiscalização de ações voltadas à garantia de direitos, enfrentamento à violência e promoção da igualdade de gênero.

As conselheiras eleitas atuarão no biênio 2026–2028. Entre as titulares escolhidas estão Ludmila Tenório Cavalcante, Larissa Osunbiyii Vítor, Gabriella Aparecida da Silva, Meire Aparecida Ramos, Geisa Rocha dos Santos e Josenilda Silva de Oliveira.

Também foram definidas as suplentes que irão apoiar os trabalhos do conselho: Cristiane da Cruz Santos,
Caroline Aparecida da Silva, Aline Aparecida Matenauer, Celina Ventura Gonçalo, Regiane Santos da Silva e Hortencia Aparecida Cezaretto.

Uma das eleitas para compor o colegiado, Meire Ramos, integrante do coletivo Baciada das Mulheres do Juquery, destacou a importância da participação feminina nos espaços institucionais e do fortalecimento das pautas voltadas às mulheres. “O Conselho da Mulher é um espaço fundamental para a construção de políticas públicas e precisa estar em diálogo constante com a comunidade, ouvindo as mulheres em toda a diversidade”, afirmou.

Segundo Meire, é essencial que as políticas públicas considerem diferentes realidades sociais e os múltiplos desafios enfrentados pelas mulheres. “Quando falamos sobre políticas para mulheres, precisamos olhar para mulheres periféricas, negras, indígenas, mulheres LBTs, mulheres com deficiência, mães, mulheres idosas, entre tantas outras vivências que exigem escuta e atenção específicas”, ressaltou.

Ela também destacou a necessidade de ampliar os debates sobre enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio, além de pautas relacionadas à autonomia financeira, educação sexual como ferramenta de prevenção à violência e acesso à informação sobre os direitos das mulheres.