Uma ação realizada pela Sabesp revelou 212 casos de furto de água, conhecidos popularmente como "gatos", na cidade de Franca, São Paulo, apenas neste ano. De acordo com a companhia, essas ligações irregulares comprometem o fornecimento de água para toda a população. Os responsáveis por essas fraudes enfrentam multas e podem ser processados por crime de furto.

Gilson Santos de Mendonça, gerente regional da Sabesp, esclarece que as ligações clandestinas costumam ser feitas antes do hidrômetro ou utilizam dispositivos que dificultam a medição correta do consumo de água.

A operação, denominada "Gato Molhado", inspecionou 745 propriedades, englobando tanto residências quanto estabelecimentos comerciais, empregando equipamentos de ultrassom e análise de dados. Dentre os imóveis vistoriados, 212 apresentaram irregularidades, sendo que a maioria, 185 casos, ocorreu em residências.

Para ilustrar a gravidade dessas fraudes, em 2025, a Sabesp recuperou um total de 3,5 milhões de metros cúbicos de água desviada em todo o estado, volume suficiente para abastecer uma cidade do porte de Franca por dois meses, conforme Mendonça. As ligações ilegais não só geram prejuízo financeiro, como também afetam a pressão da água na rede, aumentando o risco de desabastecimento, especialmente em áreas mais altas ou distantes. Atualmente, a cidade é abastecida pelos rios Canoas e Sapucaí.

O gerente da Sabesp ainda ressalta que fraudes dessa natureza causam impactos negativos para toda a comunidade. "Quando alguém realiza uma fraude, acaba diminuindo a pressão que foi projetada para a rede, o que pode prejudicar o abastecimento dos vizinhos. No final, todos sofrem as consequências", conclui.