A aparição de uma considerável quantidade de espuma em um córrego do bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo, gerou preocupação entre os residentes e levou as autoridades locais a atuarem. O fenômeno, que ocorre nas águas do Rio dos Sinos, foi notado próximo a uma casa de bombas na terça-feira, mas se agravou na quarta-feira (6).

De acordo com informações da prefeitura, a formação da espuma pode estar relacionada a altos níveis de matéria orgânica e a presença de substâncias detergentes na água. A agitação provocada pelo sistema de bombeamento da estrutura pode ter intensificado esse efeito.

Análises técnicas indicam que a substância responsável pela espuma pode ter origem em São Leopoldo. O diretor de Proteção Ambiental de Novo Hamburgo, Jalnei de Souza, comentou que a investigação ainda está em andamento e que a poluição pode estar associada a uma empresa local.

A Secretaria de Meio Ambiente revelou que esse fenômeno costuma ocorrer em horários específicos, como pela manhã, ao meio-dia ou no final da tarde. A prefeitura de São Leopoldo foi notificada sobre a situação.

Em resposta, a administração de São Leopoldo informou que estava ciente do problema e realizou uma vistoria no Arroio Gauchinho, na área entre a Avenida Mauá e a casa de bombas. Segundo a prefeitura, não foram encontradas irregularidades ao longo do arroio, apenas um incidente pontual nas proximidades da estação de bombeamento.

A nota oficial da Secretaria Municipal do Meio Ambiente esclarece que a formação de espuma pode estar ligada à presença de substâncias surfactantes, como sabões e detergentes, que, devido à agitação e pressão da água durante o bombeamento, podem favorecer o processo de espumação. Embora essa situação não aconteça frequentemente, ela pode ser observada em períodos de maior concentração de substâncias tensoativas na água, que também são encontradas em efluentes domésticos.