Em abril, a balança comercial do Brasil alcançou um superávit de US$ 10,53 bilhões, conforme anunciou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira (7). Esse resultado positivo ocorre quando as exportações superam as importações. Se o cenário for inverso, a balança apresenta um déficit. O superávit de abril representa um aumento de 37,5% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, que registrou US$ 7,66 bilhões. Este é o maior saldo já registrado para o mês de abril desde o início da série histórica em 1989.

O governo informou que, em abril, as exportações totalizaram US$ 34,1 bilhões, com um crescimento de 14,3% na média diária, enquanto as importações somaram US$ 23,6 bilhões, apresentando um aumento de 6,2% também na média diária.

No acumulado do ano, a balança comercial já registra um superávit de US$ 24,78 bilhões, uma alta de 43,5% em relação ao mesmo período de 2022, quando o saldo foi de US$ 17,27 bilhões. As exportações, de janeiro a abril de 2023, alcançaram US$ 116,55 bilhões, com um incremento de 9,2% na comparação com o ano passado, enquanto as importações totalizaram US$ 91,77 bilhões, com um crescimento de 2,5% no mesmo intervalo.

Em abril, os produtos básicos se destacaram nas vendas externas, como a soja, petróleo e minérios. As exportações de soja chegaram a US$ 6,96 bilhões, com um aumento de 18,8%; os óleos brutos de petróleo somaram US$ 4,79 bilhões, com uma alta de 10,6%; o minério de ferro alcançou US$ 2,46 bilhões, com um crescimento de 19,5%; e a carne bovina teve exportações de US$ 1,57 bilhão, com um aumento de 29,4%. Por outro lado, o café não torrado apresentou uma queda de 14,2%, totalizando US$ 1,07 bilhão.

Os principais destinos das exportações brasileiras continuam sendo a China e a União Europeia, com os Estados Unidos ocupando a terceira posição. As exportações para a China cresceram 32,5%, alcançando US$ 11,61 bilhões, enquanto as vendas para a União Europeia recuaram 1,7%, somando US$ 4,69 bilhões. As exportações para os Estados Unidos caíram 11,3%, totalizando US$ 3,12 bilhões. No Mercosul, houve uma queda de 14,2%, para US$ 1,91 bilhão, enquanto para a ASEAN, as exportações aumentaram 36,6%, chegando a US$ 2,7 bilhões. As vendas para a África cresceram 34,9%, totalizando US$ 1,17 bilhão, enquanto no Oriente Médio, houve uma queda de 3,5%, para US$ 1,05 bilhão. O México, por sua vez, registrou um crescimento de 6%, com exportações de US$ 745 milhões.