A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, de maneira unânime, nesta quinta-feira (7), pela manutenção da prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), sem a necessidade de que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vote sobre sua soltura. O julgamento virtual está programado para se estender até as 19h, momento em que, teoricamente, algum dos ministros ainda poderá rever sua posição.

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, havia determinado na quarta-feira (6) que a prisão preventiva do deputado continuasse sem a autorização de seus colegas na Alerj, pelo menos até que a turma se pronunciasse sobre a questão, o que ocorreu nesta quinta. Durante a votação, os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Carmen Lúcia também manifestaram apoio à decisão de Moraes.

Thiago Rangel foi detido na terça-feira (5) durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, realizada pela Polícia Federal, que investiga irregularidades na aquisição de materiais e na contratação de serviços pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. Em dezembro do ano passado, a Alerj havia rejeitado a prisão do ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (PL), que foi preso na mesma operação por suspeita de vazamento de informações sobre a investigação que envolvia o deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias. Bacellar foi novamente preso em março, após o TSE ter cassado seu mandato, em decorrência do escândalo do Ceperj. A decisão de Moraes, portanto, evita que a Alerj intervenha na prisão de Thiago Rangel, que permanece sob custódia da PF.