A Justiça do Distrito Federal qualificou o assassinato do empresário Flávio Cruz Barbosa, de 49 anos, como “brutal” após ele ser morto em sua oficina mecânica localizada no Setor de Oficinas Norte, em Brasília. De acordo com a decisão da audiência de custódia, a vítima foi atingida por 41 facadas, sendo 33 nas costas, três no pescoço, duas na testa, duas no rosto e uma na orelha, além de outros ferimentos.

O juiz que analisou o caso converteu a prisão em flagrante de Eduardo Jesus Rodrigues, de 24 anos, em preventiva, destacando que a gravidade e a localização dos ferimentos evidenciam “violência extrema” e uma “desproporção na ação ofensiva”. O magistrado também ressaltou que o crime ocorreu “em plena luz do dia” e dentro de um estabelecimento comercial, circunstancias que, segundo ele, demonstram a “audácia e destemor” do acusado, justificando assim a medida cautelar.

Eduardo Jesus Rodrigues foi detido na quarta-feira (6). A Polícia Civil informou que ele havia começado a trabalhar na oficina apenas um dia antes do crime e alegou que agiu por vingança, embora a motivação ainda esteja sob investigação. O delegado Wellington Barros afirmou que o suspeito estava no local para aprender uma nova profissão e que conheceu a vítima no dia anterior ao crime.

As câmeras de segurança registraram o momento em que Eduardo agrediu Flávio com um chute na cabeça, seguido de múltiplos golpes de faca enquanto a vítima estava sentada. Após as agressões, Flávio caiu no chão e foi arrastado por Eduardo por alguns metros. A faca utilizada no ataque foi apreendida pela polícia.

Além disso, foi revelado que Eduardo Jesus Rodrigues estava em liberdade provisória por tráfico de drogas e já possuía antecedentes por porte de arma branca. A Polícia Civil está investigando o caso como homicídio qualificado, o que pode resultar em uma pena de até 30 anos de prisão. As investigações continuam para determinar a motivação do crime e verificar se houve a participação de outras pessoas.