Na noite de sexta-feira (15), o evento “Arraiá do Henry”, protagonizado pelo cantor Henry Freitas em João Pessoa, foi abruptamente interrompido por uma ação da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). Segundo a superintendência, a suspensão ocorreu devido à constatação de poluição sonora, o que é considerado um crime ambiental. Até o fechamento desta reportagem, Henry Freitas não havia se pronunciado sobre o incidente.

A assessoria jurídica do espaço que sediava a festa informou que já havia recebido um embargo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) ainda na parte da tarde. A organização do evento afirmou que recorreu ao judiciário e conseguiu autorização para seguir com a programação, que teve início às 19h, conforme o planejado.

Por volta de 0h30, equipes da Sudema se dirigiram ao local após receberem uma denúncia e determinaram o encerramento imediato da festa. A organização do evento relatou que não foi notificada previamente e considerou a ação como uma “perseguição injustificada”. Em comunicado, os responsáveis pelo evento questionaram a decisão durante a abordagem, mas foram informados de que a determinação já havia sido tomada, levando ao desligamento dos equipamentos de som em respeito às autoridades.

Além de Henry Freitas, o evento contava com apresentações de Ranniery Gomes, Kadu Martins e Rai Saia Rodada, que já haviam se apresentado antes da interrupção. Henry Freitas, que estava no camarim aguardando sua vez de se apresentar, foi pego de surpresa pela suspensão da festa.

A organização do Lagoon Celebration tentou obter um novo mandado de segurança por volta de 1h30 da madrugada, mas não obteve resposta judicial devido à hora. A casa de eventos afirmou que tomará as medidas legais cabíveis em decorrência da situação.

Em nota, a Sudema esclareceu que a autuação foi realizada a pedido do Ministério Público da Paraíba, como parte de uma ação conjunta de fiscalização que envolve diversos órgãos. A autarquia informou que já havia estado no local durante a tarde para verificar a conformidade ambiental do evento e orientar sobre os limites de emissão sonora previstos na legislação.

Durante a festa, a Sudema realizou medições que indicaram níveis de som acima dos limites permitidos, configurando assim a poluição sonora. Diante dessa constatação, o órgão tomou as medidas administrativas necessárias, incluindo a autuação, embargo da atividade e apreensão do equipamento sonoro, resultando no encerramento do evento. A Sudema enfatizou que sua atuação é técnica, imparcial e alinhada às normas legais, cumprindo suas funções de fiscalização e proteção ambiental.