O ex-ministro e postulante ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), revelou nesta quinta-feira (8) que teve dificuldades para aceitar a possibilidade de concorrer ao cargo, mencionando que o presidente Lula o abordou em diversas ocasiões. Haddad explicou que essa mudança de foco exigiu um esforço reflexivo significativo, pois ele estava concentrado em elaborar um plano de desenvolvimento. O presidente, no entanto, o convenceu da importância de ter um candidato forte em São Paulo, capaz de comunicar rapidamente as questões relevantes à população paulista.
Durante um evento na Fundação Fernando Henrique Cardoso, onde discutiu sua experiência no governo federal e os desafios atuais da economia e política, Haddad foi descontraído e, ao se dirigir ao público, brincou sobre a necessidade de votos: “Não vou pedir votos, mas você sabe que eu preciso deles, né?”
Em relação à composição de sua chapa, Haddad garantiu que haverá uma maior representação feminina em comparação à chapa liderada por Tarcísio, que inclui o atual vice, Felício Ramuth, e outros dois candidatos ao Senado. No entanto, ainda não definiu quem ocupará a vice ou as vagas no Senado. Ele mencionou ter conversado com Teresa Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, que por enquanto não tem a intenção de se candidatar, mas que se ofereceu para contribuir com o plano de governo.
O PDT está interessado em assegurar uma das vagas, considerando também nomes como Marcelo Barbieri, ex-prefeito de Araraquara, e Antonio Neto, presidente do diretório da sigla em São Paulo. Haddad afirmou que está alinhado com Carlos Lupi, presidente do PDT, em relação a essas negociações. No que diz respeito ao Senado, ele planeja retomar conversas com as ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet, assim que estiverem disponíveis em São Paulo.
A primeira vaga deve ser destinada a Tebet, enquanto a segunda será disputada entre os partidos PSB e a Federação PSOL-Rede. A GloboNews apurou que a prioridade da federação em maio será dialogar com os aliados para reforçar a candidatura de Marina, que não pretende ser suplente. Márcio França, outro nome forte na disputa, já anunciou sua chapa com um suplente.
Haddad também contou com o apoio da deputada federal Tabata Amaral, que tem criticado a administração de Tarcísio nas redes sociais. Ele voltou a criticar o governador, seu concorrente mais direto, sobre sua interpretação da PEC da Segurança, afirmando que um dos principais erros de Tarcísio foi não compreender a essência do pacto federativo. Segundo Haddad, muitos recursos e políticas foram transferidos da União para o estado, mas Tarcísio falhou em distinguir entre ações de governo e políticas de estado.
'Resisti muito a virar a chave', diz Haddad sobre aceitar disputar o governo de SP
Ex-ministro diz também que chapa, que segue indefinida, terá mais mulheres representadas do que a de Tarcísio e criticou governador durante evento na Fundação Fernando Henrique Cardoso nesta quinta (7).