Na tarde desta segunda-feira, o corpo da estudante Myrella Freire Venceslau, de apenas 12 anos, foi sepultado no Cemitério Vila Rosali, localizado em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A tragédia ocorreu quando a menina foi encontrada morta no quintal de sua casa.

A madrasta de Myrella, Bianca Oliveira, foi detida e é considerada a principal suspeita do crime. A polícia está investigando as circunstâncias que levaram ao assassinato da jovem.

Myrella foi descoberta sem vida na última sexta-feira, dia 8, apresentando múltiplas lesões, nos fundos do imóvel onde residia com sua mãe, a madrasta e um irmão mais novo, no Morro do Pau Branco. A família chegou a levar a menina ao Hospital Municipal de São João de Meriti, mas ela já chegou sem sinais vitais.

Em relato, Leandro Ribeiro, um comerciante e amigo da família, expressou sua desesperada tentativa de socorrer a menina, afirmando que acreditava que ainda havia esperança. “A única coisa que veio na minha cabeça foi levar a Myrella para o hospital, porque eu achei que ainda ia ter jeito. Taquei ela dentro do carro com a mãe”, contou.

As investigações estão sendo conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Inicialmente, a polícia considerou a possibilidade de que a casa houvesse sido invadida por um homem que teria abusado sexualmente da menina. Contudo, um laudo de necropsia descartou essa hipótese, pois não foram encontrados indícios de violência sexual.

Com isso, os investigadores reanalisaram os depoimentos e identificaram contradições nas declarações da madrasta. Bianca Martins da Silva Oliveira, de 27 anos, que mantinha um relacionamento com a mãe de Myrella há dois anos, foi presa no dia 9. Ela alegou que, no momento do crime, estava em uma entrevista de emprego no Centro do Rio, mas as evidências indicam que, na verdade, ela estava em casa com Myrella.

A madrasta é considerada a responsável pelo assassinato. Em um desabafo, a mãe da menina, Vitória de Oliveira, expressou sua dor: “11h26 eu falei com a minha filha. 11h26 a minha filha tava viva, minha filha tava bem. Ela sempre ficou com eles, ela cuidava deles, dizia que amava eles. Ela acabou com a minha filha, ela acabou com a minha vida, ela me destruiu de uma tal maneira que ninguém tem noção, ninguém. O que eu vou fazer da minha vida agora?”

Até o momento, o RJ2 não obteve resposta da defesa de Bianca Oliveira, que, em seu depoimento, negou a autoria do crime.