O porto de Rodrigues Alves, localizado no interior do Acre, foi fechado devido a um deslizamento de terra nas margens do Rio Juruá. O Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre) tomou a decisão de interditar o local, que é a principal ligação dos moradores com Cruzeiro do Sul por meio de balsas. Com a suspensão das operações, os habitantes foram orientados a utilizar a Rodovia AC-407 para realizar a travessia entre as cidades.

Durante o deslizamento, um poste caiu no rio, mas não houve registro de feridos. De acordo com o governo estadual, a intensa vazante do rio causou um processo de erosão severa na área do porto, comprometendo a estabilidade do solo e representando riscos para a circulação de veículos, motocicletas, pedestres e trabalhadores.

Em um comunicado emitido nesta segunda-feira (11), o governo afirmou que a interdição foi decidida em conjunto com diversas entidades, incluindo a Prefeitura de Rodrigues Alves, a Polícia Militar do Acre, a Defesa Civil Municipal, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e a Energisa. O objetivo da medida é proteger a segurança da população e evitar possíveis acidentes na área afetada. Equipes estão no local para monitorar a situação e realizar serviços emergenciais visando a construção de um acesso provisório, permitindo a retomada segura da travessia o mais breve possível. A expectativa do Deracre é que a interdição dure cerca de quatro dias.

Imagens do local mostram a estrutura do poste solta após a queda, e moradores expressaram preocupação com a rede elétrica em alta tensão. Um residente alertou sobre o perigo que a situação representa, especialmente com a movimentação de pessoas na área. O coordenador da Defesa Civil de Rodrigues Alves, José Adgarbe, explicou que o surgimento de rachaduras na margem é um fenômeno natural, intensificado pela vazante do rio. Ele destacou que mudanças no leito do rio ocorrem naturalmente, embora os deslizamentos estejam sob controle e ocorram em menor escala diariamente.

A Energisa, por sua vez, informou que uma equipe técnica esteve no local no domingo (10) para realizar manutenções necessárias e eliminar riscos elétricos. Na segunda-feira (11), a empresa começou a realocar toda a rede elétrica para garantir a segurança da população e evitar interrupções no fornecimento de energia aos moradores da região. O Deracre também confirmou que o problema foi identificado em um trecho da margem do rio, onde o solo cedeu parcialmente, afetando o acesso utilizado por motoristas e pedestres.